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<p n=20592>
A greve dos trabalhadores não-docentes do Conservatório de Música do
Porto, iniciada na passada quarta-feira, fez com que este estabelecimento
permanecesse encerrado desde então. O motivo da paralisação prende-se com
o facto de os trabalhadores não-docentes do Conservatório esperarem,
desde 1983, a definição da sua carreira profissional. Após várias
tentativas junto das entidades competentes no sentido de resolver o
problema, o Sindicato de Trabalhadores da Função Pública do Norte e os
trabalhadores em greve decidiram enviar uma carta ao Ministro da Educação
«acusando de incúria todas as entidades com poderes e competência na
matéria e que, até agora, pouco ou nenhum interesse demonstraram em
possibilitar uma solução para o problema».
<p n=20593>
Após quatro anos de negociações, foi constituida a Associação Nacional de
Estudantes de Direito (ANED). A criação formal da ANED teve lugar na sede
da Associação Académica da Universidade Internacional, onde estiveram
representantes das quatro associações académicas organizadoras:
Universidade Internacional, Universidade Lusíada, Universidade Moderna e
Universidade Autónoma. Na altura foram redigidos os estatutos da ANED,
insitituição que passa a representar mais de metade dos estudantes de
Direito.
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«Novas Perspectivas no Ensino da Geometria» foi o tema escolhido para um
seminário que vai ser organizado pela Universidade Portucalense, no
Porto, nos próximos dias 14 e 15, nas suas instalações. Durante os dois
dias vão ser debatidos assuntos como «Capacidades Geométricas», «Os
computadores e a Geometria», «A experiência do ensino da Geometria no
Ensino Básico», «Arte e Geometria» e « «Convivência com a Geometria ao
longo de 50 anos». Para as palestras foram convidados Augusto Lopes,
Maria Elfrida Ralha, Maciel Barbosa, Augusta Neves, Conceição Almeida,
Abílio Fonseca, Fátima Gomes, Margarida Silva, Machado Moura, Josep
Fortuny e Rogério Nunes.
<p n=20595>
A Federação Nacional de Professores (Fenprof) subscreve a greve nacional
da administração pública marcada para o dia 18 de Fevereiro proposta pela
frente de sindicatos afecta à CGTP, UGT e por sindicatos independentes. A
decisão foi tomada ontem pelo secretariado da Fenprof, reunido em
Albufeira, no decorrer da Segunda Conferência Nacional do segundo e
terceiro ciclos do ensino básico e do ensino secundário, que terminou
naquela cidade.
<p n=20596>
Esta reunião em Albufeira, para além de uma «reflexão global» sobre os
problemas do ensino,teve também como objectivo propor soluções para as
carências com que os docentes se confrontam no dia-a-dia e que, para além
de uma indefinição de carreiras, se traduzem numa má imagem que a classe
tem junto da opinião pública.
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É um pequeno caderno de 48 páginas e o seu objectivo é esclarecer os
candidatos ao ensino superior sobre a Prova Geral de Acesso (PGA), cuja
primeira chamada terá lugar na próxima segunda-feira, dia 3 de Fevereiro.
<p n=20598>
A primeira secção inclui um texto seguido de seis questões de resposta
fechada (em que os examinandos apenas têm que escolher uma de entre as
várias respostas formuladas, assinalando a sua escolha com uma bola) e
duas de resposta aberta. Cada uma das seis perguntas fechadas tem cinco
respostas alternativas. Nas questões de resposta aberta, será pedido aos
alunos para fazerem uma síntese do texto ou de parte dele, condensando as
ideias-chave num mínimo de palavras. Outro tipo de pergunta desta
primeira secção será o alargamento de texto, em que o candidato fará uma
introdução ou um final coerente com o ponto de vista do autor.
<p n=20599>
Apenas trinta por cento dos alunos do Ensino Secundário terão a
disciplina de História no seu currículo. Temas como a «cidade no mundo
antigo», «senhorio e feudalidade», «fenómeno urbano na dinâmica
conjuntural dos Séculos treze a quinze», «tensões políticas e equilíbrios
geoestratégicos da Segunda Guerra Mundial aos nossos dias» farão parte
dos três anos daquele nível de ensino.
<p n=20600>
«Se antes já era difícil cumprir os programas, agora, com as metodologias
propostas, será ainda mais difícil», referiu um professor da província,
com quinze anos de ensino, mas que preferiu o anonimato. «Perdeu-se uma
boa oportunidade para renovar os programas de alto a baixo. Vão manter-se
os bocejos na sala de aula, quando se falar da Grécia, do Egipto, da
Idade Média. Seria mais atractivo para os alunos, fornecer-lhe a
compreensão dos grandes problemas actuais.»
<p n=20601>
O Instituto Superior de Humanidades e Tecnologias celebrou um protocolo
com o Sindicato de Professores do Primeiro Ciclo do Ensino Básico para a
realização de cursos de formação contínua e estudos superiores
especializados na área da educação. Através deste protocolo, o instituto
desenvolverá um plano de cursos de formação contínua sobre a reforma do
sistema educativo, exclusivamente dedicado aos sócios daquele sindicato.
<p n=20602>
A falta de professores qualificados de Matemática foi um dos aspectos
preocupantes do panorama do ensino da disciplina em Portugal que ocupou
as atenções dos docentes da área presentes num encontro em Torres Novas.
Os professores fizeram sentir em diversas intervenções a falta de
estabilidade dos grupos de professores de Matemática, que sofrem
substituições quase constantes, devido ao abandono da profissão por parte
de muitos dos docentes. No encontro foi divulgado um estudo ainda não
publicado pelo Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério da
Educação português, segundo o qual, entre 14 países, Portugal ficou em
penúltimo lugar no nível de conhecimentos matemáticos e de ciências dos
alunos da «4ª classe» e do 8º ano. Os professores presentes reivindicaram
mais acções de formação, foram unânimes na aceitação do uso das
calculadoras e consideraram «incompreensível a não tomada em
consideração, pelo Ministério da educação, das posições da SPM e da
Associação de Professores de Matemática».
<p n=20603>
Vítor de Sá, professor jubilado da Faculdade de Letras do Porto, doou à
Universidade do Minho os direitos de autor relativos às obras que
constituem a sua bibliografia e uma verba em dinheiro, que se destinam a
permitir a criação de um Prémio de História Contemporânea. Este galardão,
no valor de 300 mil escudos -- atribuídos periodicamente pela Universidade
do Minho, através do seu Conselho Cultural --, pretende incentivar a
investigação, no âmbito da História Contemporânea, de Portugal a partir
de 1820. O professor doou ainda à Universidade um conjunto de documentos
de natureza histórica, política e literária, resultantes da sua
actividade de investigação e intervenção pública.
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